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Fosfato correcaoVocê já deve ter se perguntado ou conhecido algum produtor rural abordando sobre a necessidade de se realizar uma fosfatagem corretiva. Pois bem, vamos abordar algumas considerações sobre este tema que sempre vira pauta de discussão entre técnicos e produtores.

O P é um dos nutrientes que mais limita a produção nos solos de cerrado e também um dos que tem maior custo no processo produtivo. Assim, o manejo adequado, começando pela adubação fosfatada corretiva é essencial para que se alcance altas produtividades. O objetivo da fosfatagem é tornar um solo com BAIXO teor disponível de P, em um solo com teores ADEQUADOS, ou seja, semelhante a uma poupança de P no solo.

A fosfatagem pode ser feita de duas maneiras: total ou gradual e a escolha vai depender das condições econômicas do agricultor e é indicada quando os teores de P estiverem MUITO BAIXO ou BAIXO. Além disso, deve-se considerar a exigência das culturas.

A recomendação de aplicação da fosfatagem corretiva total pode ser a lanço com incorporação na camada arável, para dar condições das culturas absorverem mais P. A corretiva gradual é aplicada no sulco de semeadura juntamente com a adubação de manutenção até atingir, após alguns anos o teor de P desejado, e deverá ser recomendado caso o produtor não disponha de capital para investir, onde as doses em solos argilosos e muito argilosos são elevadas. E num prazo de cinco anos consecutivos, espera-se atingir o teor de P “adequado” (Sousa e Lobato, 2004).

Vale lembrar que, a aplicação da adubação fosfatada corretiva a lanço na superfície seguida de incorporação tem menor eficiência quando se compara com a aplicação localizada no sulco de semeadura. Quanto maior for a acidez e maior quantidade de óxidos e hidróxidos de ferro e alumínio, maior será a fixação de fósforo e consequentemente, quanto maior fixação, menor teor de P disponível e menor absorção pelas plantas e assim maior demanda de aplicação de fertilizantes fosfatados.

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O pH representa a concentração de hidrogênio na solução do solo (H+) e os métodos de determinação do pH (acidez ativa do solo) são os mais variados.

Existem laboratórios que fazem a determinação em pH em água, outros pH em CaCl2 0,01M. O pH em água foi considerado por muito tempo como o método padrão. O pH em água indica a acidez ativa. Portanto, surgiu o problema de que os ácidos fracos contidos no solo não apareciam na determinação do pH em água. Além disto, como as amostras de solo chegavam úmidas aos laboratórios, a concentração de sais aumentava. Então, os laboratórios, para contornar esse problema, passaram a determinar o pH do solo em CaCl2 (que tende a se tornar padrão). Mas, ainda existem laboratórios que fazem a determinação em água.

Veja a comparação entre os métodos:
· A decantação é mais rápida em CaCl2 do que em água, devido ao efeito floculante do cálcio;
· A leitura de pH em CaCl2 reduz ou evita a variação sazonal; além de reduzir o efeito das aplicações de fertilizantes fortemente salinos;
· O pH CaCl2 reduz alterações devidas à diluição e apresentar melhor correlação entre pH e V%;
· Quanto maior o pH, maior será a saturação por bases no solo, e esta correlação é mais precisa com o pH em CaCl2 do que com o pH em água, devido à menor variabilidade das leituras de pH em CaCl2;
· Normalmente, para uma mesma amostra, o pH em água é maior do que o pH em CaCl2 e esta diferença não tem um valor fixo;
· Solos muito ácidos, a diferença pode chegar a 1,0 e solos próximos à neutralidade os dois valores podem ser iguais.

E o pH SMP e em KCl?
O pH SMP consiste na diluição do solo numa solução tamponada que é alterada em função da acidez potencial do solo. Nos resultados da análise do solo, o índice SMP indica a quantidade de calcário para elevar o pH do solo a valores de 5,5 ou 6,0 ou 6,5. Sua aplicação é comum em estados do sul do Brasil.

O pH em KCl é comum para fins de classificação de solo na pedologia e consiste basicamente em indicar a predominância de cargas positivas ou negativas.

 
 
 
 
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É comum depararmos com aquela descrição P-rem na análise de solo e muitos se perguntam, para que realmente é utilizado? Bom, vamos lá!

O fósforo total no solo, pode estar com altos teores, mas uma pequena quantidade está disponível para as plantas. O fósforo ligado aos coloides está em equilíbrio com o fósforo da solução do solo. É este P na solução que as plantas absorvem para completarem seu ciclo, da germinação à produção. Por isto, as análises de solo são importantes para a recomendação de uma correta adubação.

Para avaliar o P disponível no solo são usadas soluções extratoras. O método mais comum para avaliação do P é o Mehlich 1, que usa uma solução de ácidos fortes, em baixas concentrações: uma mistura de ácido sulfúrico 0,0125 mol/L + ácido clorídrico 0,05 mol/L. Vale lembrar que a extração do P, pelo método Mehlich, sofre influência da capacidade tampão de fosfatos do solo.

Bom, e o fósforo remanescente (P-rem)?
Os valores relativos ao P-rem não representam níveis de P no solo, e sim uma estimativa da capacidade tampão do mesmo e, depende não só do teor de argila, mas também da sua mineralogia e teor de matéria orgânica do solo.

A leitura de Fósforo remanescente é a concentração de P da solução de equilíbrio, após agitar, durante 1 h, 5 cm3 de solo com 50 mL de solução de CaCl2 10 mmol/L, contendo 60 mg/L de P. Por isso os resultados do P-rem variam de 0 a 60 e permitem determinar os níveis de P disponível no solo.

Quanto maior é o P-rem, menor é adsorção de fosfatos. Isto se verifica quanto maior for a quantidade de matéria orgânica no solo. Quanto mais argiloso for um solo, maior será a adsorção de fosfatos e menor os teores de P-rem. A remoção de matéria orgânica do solo provoca uma exposição de cargas positivas que adsorvem os fosfatos, diminuindo a concentração de P na solução de equilíbrio.

Devo solicitar P-rem sempre na análise de solo?
Uma vez conhecida a capacidade tampão para fósforo do seu solo, ele não mudará tão cedo.

 
 
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Dicas para não errar na amostragem do solo de Atualliza Webdesign e Assessoria de Comunicação

 
 
 
 
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Com o desempenho, Abics acredita que a meta de crescimento de 3% em 2021 pode ser alcançada
 
De acordo com levantamento mensal realizado pela Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics), as exportações nacionais do produto totalizaram 369.640 sacas de 60 kg em março de 2021, apresentando alta de 9,2% na comparação com o mesmo mês de 2020 e de 21,9% frente aos embarques registrados em fevereiro deste ano. Com o desempenho, as remessas de solúvel ao exterior, no primeiro trimestre, alcançaram 946.267 sacas.
 
Para o diretor de Relações Institucionais da entidade, Aguinaldo Lima, o resultado de março foi bom e compensou o ritmo menos acelerado visto em janeiro e fevereiro. "Com a retomada observada no mês passado, consideramos que as exportações de café solúvel do Brasil demonstram estabilidade anual, mas com viés de alta, o que nos faz crer que seja possível alcançar a meta, prevista pela Abics, de crescimento de 3% ante 2020", projeta.
 
DESTINOS
Nos primeiros três meses de 2021, o Brasil comercializou café solúvel com 94 países. Os principais clientes foram os Estados Unidos, com a importação de 163.519 sacas. Na sequência, vêm Rússia, com 96.174 sacas; Argentina, com 75.599 sacas; Japão, com 74.354 sacas; e Indonésia, com a aquisição de 64.621 sacas.
 
Segundo o diretor da Abics, entre as principais nações compradoras de café solúvel do país, é notório o avanço registrado nas importações realizadas por Turquia e Colômbia. Os turcos incrementaram as aquisições em 132,4% ante 2020 e ocupam a oitava posição no ranking. Já os colombianos, que ocupam a 12ª posição, elevaram suas importações em 115,9%.
 
Lima também destaca a presença da Holanda entre os 15 principais destinos do produto brasileiro. "Os holandeses estão entre os grandes produtores de café solúvel no mundo e, desde o ano passado, subiram no ranking de nossos clientes, o que demonstra uma aceitação à qualidade e à diversidade de nossas fabricações", conclui.
 
Confira o desempenho das exportações de café solúvel do Brasil no site da Abics: https://bit.ly/2OFrgXY.
 
Fonte: Agência P1
Paulo André C. Kawasaki
 
 
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Taxa, estimada anteriormente em 1,5%, passa a ser de 2,2% neste ano.

O cenário no campo está melhor do que se esperava, e o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) reavaliou a taxa do PIB (Produto Interno Bruto) da agropecuária. Agora, o instituto prevê uma taxa de 2,2% para este ano, acima da estimativa de 1,5% divulgada anteriormente.

As melhores notícias vêm do setor agrícola, que cresce 2,3%. Os dados de safra do IBGE, base da formação da taxa de valor adicionado do Ipea, foram revistos neste mês. As novas estimativas da safra de soja indicam uma produção recorde de 130,4 milhões de toneladas, 7,3% a mais. A produção de milho, também recorde, será de 103,5 milhões de toneladas, mas apenas 0,3% superior à anterior.

café, devido à queda de 24% na produção e à sua importância no índice, impediu uma evolução maior do PIB. A cana, afetada por problemas climáticos anteriores à colheita, que começa em abril, deverá recuar 1,5%. Se o Ipea utilizasse os dados agrícolas da Conab, a evolução do PIB seria maior, uma vez que ela prevê safra de 135 milhões de toneladas de soja e de 108 milhões de milho.

Dos 25 produtos agrícolas incluídos na lista do IBGE, 12 vão apresentar queda de produção neste ano. Já no setor de pecuária (bovinos, suínos, aves, leite e ovos), todos terão alta. Com isso, o PIB da produção animal sobe 1,9%. Uma das principias recuperações é a da bovinocultura, que tinha caído 5,4% em 2020. Este segmento, no entanto, vai continuar com a oferta reduzida de bois prontos para o abate no primeiro semestre, o que manterá os preços em alta. A suinocultura, que havia subido 8,5% no ano passado, cresce apenas 1,7% neste, abaixo dos 3,8% das aves. 

Os principais desafios para o setor agropecuário neste ano serão a pouca oferta de bois, que, prevê o Ipea, ficará para o segundo semestre, e o plantio do milho fora da época ideal (Folha de S.Paulo, 24/3/21)
Fonte: BrasilAgro.com.br

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Editoria: Geociências IBGE | Eduardo Peret | Arte: Brisa Gil IBGE

IBGE divulga Monitoramento da Cobertura e Uso da Terra por estados de 2000 a 2018

 Resumo
  • Pela primeira vez, o IBGE divulga o Monitoramento da Cobertura e Uso da Terra com estatísticas desagregadas por unidades da federação, com dados para os anos de 2000, 2010, 2012, 2014, 2016 e 2018.
  • Os dados nacionais foram publicados em 2020.
  • O Monitoramento inclui mapas, gráficos e textos técnicos que apresentam a as mudanças que ocorreram na cobertura e uso da terra do território brasileiro em cada período.
  • De 2000 a 2018, o Pará teve a maior expansão de área de pastagem com manejo e a maior redução de área de vegetação florestal. O estado tinha a segunda maior área de pastagem do país em 2018.
  • No mesmo período, Mato Grosso apresentou a maior área de expansão agrícola e ficou em segundo lugar tanto no aumento da área de pastagem quanto nas reduções de áreas de vegetação florestal e campestre.
  • Bahia, Piauí e Maranhão responderam por 91,74% do aumento de áreas agrícolas no Nordeste entre 2000 e 2018, que ocorreu, principalmente, sobre áreas de vegetação campestre no Matopiba (região formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia).
  • Em 2018, Minas Gerais apresentava a maior área de silvicultura do país, representando 22,97% do total do território nacional ocupado por essa classe de atividade.

O IBGE divulga no dia 17 de março, pela primeira vez, o Monitoramento da Cobertura e Uso da Terra com estatísticas desagregadas por Estados e Distrito Federal, com dados para os anos de 2000, 2010, 2012, 2014, 2016 e 2018. A contabilidade de cobertura e uso da terra já era divulgada, em nível nacional, para estes mesmos anos de referência, sendo que os dados mais recentes, de 2018, foram divulgados no ano passado. Os produtos incluem mapas, gráficos e textos de análise.

Os resultados contábeis são apresentados no formato de planilhas, com tabelas de Estoques (adições e reduções, em termos de área, para os tipos de cobertura e uso durante um determinado período contábil) e Matrizes de Mudanças (conversões entre as diferentes classes ao longo de um período). Já os mapeamentos, que expressam o fenômeno de forma geoespacial, permitem a análise das conversões de uso da terra ao longo do tempo e do espaço, e podem ser avaliados de forma combinada com outras informações ambientais, para uma ampla compreensão dessa evolução. Os dados também estão disponíveis na Plataforma Geográfica Interativa.

“A contabilidade da cobertura e uso da terra por estados permite uma análise mais detalhada dessa dinâmica, tornando-se, assim, uma importante ferramenta, tanto para gestores estaduais, como para instituições de pesquisa com atuação local ou regional, já que revelam dinâmicas associadas ao avanço das fronteiras agrícolas, a demanda por matérias primas e a expansão da atividade pecuária, entre outras atividades correlatas”, explica Fernando Peres, Gerente de Recursos Naturais da Unidade Estadual do IBGE em Santa Catarina.

Mato Grosso teve o maior aumento absoluto de área agrícola

De 2000 a 2018, Mato Grosso apresentou o maior incremento absoluto da área agrícola (50.616 mil km²) e foi o segundo no ranking tanto de expansão da área de pastagem (45.449 mil km²) quanto de reduções de área de vegetação florestal (-71.253 mil km²) e campestre (-22.653 km²). Em 2018, o estado concentrava 17,93% da área agrícola e 16,85% da área de pastagem com manejo do Brasil, as maiores áreas dessas classes de uso entre as unidades da federação.

Observando-se a dinâmica da transformação de vegetação florestal e campestre em Mato Grosso em cada período estudado, destaca-se, entre 2000 e 2010, o avanço de áreas de pastagem com manejo sobre a vegetação florestal (30.491 km²) e sobre a vegetação campestre (10.900 km²). Já entre 2010 e 2012, a ênfase foi nas conversões de vegetação florestal para mosaicos florestais (3.584 km²) e de vegetação campestre para pastagem com manejo (872 km²).

Entre 2012 e 2014, observa-se o avanço de áreas agrícolas sobre a vegetação florestal (2.460 km²) e sobre a vegetação campestre (1.364 km²). Entre 2014 e 2016, destacam-se as conversões de vegetação florestal para mosaicos florestais (2.387 km²) e de vegetação campestre para pastagem com manejo (270 km²). E, novamente, de 2016 a 2018, repete-se essa observação de conversões de vegetação florestal para mosaicos florestais (2.302 km²) e de vegetação campestre para pastagem com manejo (1.447 km²).

Área de contato entre vegetação florestal e mosaico florestal no Pará - Foto: Fernando Peres Dias/IBGE

De 2000 a 2018, Pará teve a maior expansão da área de pasto com manejo e a maior redução da vegetação florestal

Entre 2000 a 2018, o Pará se destaca duas vezes entre as unidades da federação, com a maior redução absoluta da área de vegetação florestal (-116.086 km²), passando de pouco mais de um milhão de quilômetros quadrados para 888 mil km². No mesmo período, houve a maior expansão da área de pastagem com manejo no país (83.400 mil km²). Em 2018, o estado apresentava a segunda maior área dessa classe de uso da terra entre os estados brasileiros. Observou-se, também, um amplo crescimento da área agrícola, que passou de 1.086 km², em 2000, para 9.158 km², em 2018.

As mudanças de uso e cobertura da terra no Pará tem características diferentes nos distintos períodos: de 2000 a 2010, foi mais frequente a conversão de vegetação florestal para pastagem com manejo (53.419 km²). Já o avanço de mosaicos florestais, caracterizados por ocupação mista de área agrícola, pastagem e/ou silvicultura, sobre a vegetação florestal predominou nos demais períodos analisados: 2010-2012 (7.227 km²), 2012-2014 (3.216 km²), 2014-2016 (9.848 km²) e 2016-2018 (5.025 km²).

BA, PI e MA responderam por mais de 90% da expansão da área agrícola do Nordeste

A dinâmica na região Nordeste é marcada pela expansão de áreas de mosaicos campestres, caracterizados por um elevado número de estabelecimentos rurais de pequeno porte com múltiplos usos.

Na região do Matopiba (acrônimo formado pelas siglas dos quatro estados do Maranhão, Piauí, Bahia e Tocantins), áreas de vegetação campestre foram substituídas por áreas agrícolas. Bahia, Piauí e Maranhão responderam por 91,74% do aumento de áreas agrícolas no Nordeste entre 2000 e 2018, que ocorreu, principalmente, sobre áreas de vegetação campestre.

Na Bahia, as mudanças nas coberturas florestal e campestre correspondem, principalmente, à substituição de vegetação campestre por áreas agrícolas e mosaicos campestres e de vegetação florestal por mosaicos florestais e pastagem com manejo. De 2000 a 2010 e de 2010 a 2012, destacam-se as conversões de vegetação campestre para área agrícola (7.012 km² e 3.209 km², respectivamente) e de vegetação florestal para mosaicos florestais (2.755 km² e 2.729 km², respectivamente).

Mais recentemente, de 2012 a 2014 e de 2014 a 2016, a ênfase foi na conversão de vegetação campestre para mosaicos campestres (1.775 km² e 699 km², respectivamente) e de vegetação florestal para mosaicos florestais (947 km² e 379 km², respectivamente). De 2016 a 2018, observam-se as conversões de vegetação campestre para área agrícola (331 km²) e de vegetação florestal para pastagem com manejo (66 km²).

Área de silvicultura de MG representava mais de 20% do total nacional em 2018

Em 2018, Minas Gerais apresentava a maior área de silvicultura do país, representando 22,97% do total do território nacional ocupado por essa classe de atividade. O maior aumento de área dedicada à silvicultura, no período de 2000 a 2018, entretanto, foi registrado no Mato Grosso do Sul (7.545 km²), que abrangeu 12,47% da área de silvicultura do Brasil em 2018, a segunda maior área dessa classe de uso entre as unidades da federação.

Já São Paulo representava 15,24% da área agrícola e 11,96% da área de silvicultura do Brasil, sendo, respectivamente, o segundo e o terceiro maior valor entre as unidades da federação em 2018.

 
 
 
 
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Da redação do IBGE - Foto: (unsplash)

five brown hens on ground beside fenceApós três anos de crescimento, o abate de bovinos caiu 8,5% em 2020, atingindo 29,7 milhões de cabeças. Por outro lado, o abate de suínos aumentou 6,4% e atingiu novo recorde, chegando a 49,3 milhões de cabeças. Também o abate de frangos subiu: 3,3% em 2020 contra 2019, totalizando 6 bilhões de cabeças, novo recorde da série histórica iniciada em 1997.

A aquisição de leite teve alta de 2,1% e chegou a 25,5 bilhões de litros, também recorde da série histórica. Já a aquisição de couro (30,8 milhões de peças) caiu 7,4% em relação a 2019. A produção de ovos aumentou 3% e chegou a 3,96 bilhões de dúzias, novo recorde na série histórica iniciada em 1987.

Abate de Animais, Aquisição de Leite, Aquisição de Couro Cru e Produção de Ovos de Galinha - Brasil - 4º Trimestre de 2020
Abate de Animais, Aquisição de Leite, Aquisição de Couro Cru e Produção de Ovos de Galinha201920202020Variação (%)
4º Trimestre3º Trimestre4º Trimestre3 / 13 / 2
123
Número de animais abatidos (mil cabeças)
BOVINOS 8 081 7 733 7 309 -9,6 -5,5
Bois 4 769 4 704 4 674 -2,0 -0,7
Vacas 2 086 1 865 1 564 -25,1 -16,2
Novilhos 447 390 465 4,2 19,2
Novilhas 779 773 606 -22,2 -21,6
 
SUÍNOS 11 912 12 728 12 500 4,9 -1,8
 
FRANGOS 1 470 300 1 513 053 1 552 959 5,6 2,6
 
Peso das carcaças (toneladas)
BOVINOS 2 093 377 2 062 515 1 970 408 -5,9 -4,5
Bois 1 388 300 1 400 231 1 386 537 -0,1 -1,0
Vacas 435 705 403 794 336 696 -22,7 -16,6
Novilhos 111 754 98 703 120 051 7,4 21,6
Novilhas 157 617 159 787 127 124 -19,3 -20,4
 
SUÍNOS 1 060 277 1 172 007 1 120 852 5,7 -4,4
 
FRANGOS 3 389 362 3 477 967 3 567 401 5,3 2,6
 
Leite (mil litros)
Adquirido 6 671 938 6 488 896 6 747 822 1,1 4,0
Industrializado 6 663 429 6 482 073 6 742 858 1,2 4,0
 
Couro (mil unidades)
Adquirido (cru) 7 803 8 216 7 685 -1,5 -6,5
Curtido 7 800 7 610 7 673 -1,6 0,8
 
Ovos (mil dúzias)
Produção 991 454 1 016 476 990 390 -0,1 -2,6
 
FONTE: IBGE - Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Agropecuária - Pesquisa Trimestral do Abate de Animais, Pesquisa Trimestral do Leite, Pesquisa Trimestral do Couro e Pesquisa da Produção de Ovos de Galinha.
Nota: Os dados relativos ao ano de 2020 são preliminares.

Após três anos de altas, abate de bovinos cai em 2020

Em 2020, foram abatidos 29,7 milhões de cabeças de bovinos sob algum tipo de serviço de inspeção sanitária (federal, estadual ou municipal), uma queda de 8,5% em relação a 2019 após três anos de crescimento na atividade.

O único mês a apresentar variação positiva frente a 2019 foi junho (mais 68,6 mil cabeças), enquanto a queda mais intensa foi verificada em abril (menos 382,6 mil cabeças). Ao longo de 2020 foi constatado um crescimento na proporção de machos abatidos em relação às fêmeas, além da valorização recorde do bezerro e da arroba bovina. Apesar da redução no abate, as exportações de carne bovina in natura alcançaram um patamar inédito em 2020, considerando a série histórica da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Economia.

Houve quedas em 24 das 27 Unidades da Federação e as mais expressivas foram em Mato Grosso (menos 573,6 mil cabeças), Mato Grosso do Sul (menos 346,1 mil cabeças), Bahia (menos 237,2 mil cabeças) e Goiás (menos 220,3 mil cabeças). O único estado com mais de 1% de participação no abate bovino a apresentar alta foi Santa Catarina (mais 59,5 mil cabeças).

Mato Grosso continuou liderando o ranking das UFs do abate de bovinos em 2020, com 17,1% da participação nacional, seguido por Mato Grosso do Sul (10,9%) e São Paulo (10,5%).

No 4º trimestre de 2020, foram abatidos 7,3 milhões de cabeças, queda de 9,6% frente ao 4° trimestre de 2019 e 5,5% abaixo do 3º tri de 2020. É o resultado mais baixo para um 4° trimestre desde 2010.

Com altas desde 2005, abate de suínos aumenta 6,4% e atinge novo recorde em 2020

Foram abatidos 49,3 milhões de cabeças de suínos em 2020, um aumento de 6,4% (mais 3,0 milhões de cabeças) em relação ao ano de 2019. Na série histórica desde 1997, somente na passagem de 2003 para 2004 não houve crescimento da atividade. A partir de 2005, ocorreram altas ininterruptas, culminando em novo patamar recorde em 2020.

Houve alta em todos os meses de 2020, frente ao ano anterior, e a maior foi em junho (mais 568,3 mil cabeças). O ano teve exportações recordes da carne suína in natura, assim como uma valorização expressiva do produto.

Houve acréscimos no abate em 11 das 25 Unidades da Federação participantes da pesquisa. Entre aquelas com participação acima de 1%, ocorreram aumentos em: Santa Catarina (mais 1,68 milhão de cabeças), Paraná (mais 727,7 mil cabeças), Minas Gerais (mais 275,7 mil cabeças), Mato Grosso do Sul (mais 207,7 mil cabeças) e Mato Grosso (mais 187,1 mil cabeças). Em contrapartida, ocorreram quedas em: Rio Grande do Sul (menos 79,0 mil cabeças), Goiás (menos 34,6 mil cabeças) e São Paulo (menos 4,4 mil cabeças).

Santa Catarina manteve a liderança no abate de suínos em 2020, com 28,8% do abate nacional, seguido por Paraná (20,2%) e Rio Grande do Sul (16,9%).

No 4º trimestre de 2020, foram abatidos 12,5 milhões de cabeças de suínos, aumento de 4,9% frente ao mesmo período de 2019 e queda de 1,8% em relação ao 3° trimestre de 2020. Este foi o melhor 4° trimestre da série histórica (1997). Desde 2014, há crescimento do número de cabeças abatidas quando comparamos um 4o trimestre com o do ano imediatamente anterior. As exportações de carne suína in natura também foram recordes para o período.

Abate de frangos sobe 3,3% e bate recorde em 2020

Em 2020, foram abatidos 6 bilhões de cabeças de frango, aumento de 3,3% (mais 190,8 milhões de cabeças) em relação a 2019, novo recorde da série histórica iniciada em 1997. Comparando os meses de 2020 e 2019, houve reduções em maio (menos 29,0 milhões de cabeças) e agosto (menos 177,0 mil cabeças) e acréscimo nos demais períodos, com destaque para março (mais 61,7 milhões de cabeças) e dezembro (mais 53,2 milhões de cabeças).

Houve aumentos no abate em 18 das 25 Unidades da Federação. Entre aquelas com participação acima de 1%, ocorreram aumentos em: Paraná (mais 115,5 milhões de cabeças), Mato Grosso do Sul (mais 21,8 milhões de cabeças), Minas Gerais (mais 19,52 milhões de cabeças), São Paulo (mais 16,8 milhões de cabeças), Goiás (mais 8,6 milhões de cabeças), Bahia (mais 7,9 milhões de cabeças), Pernambuco (mais 5,9 milhões de cabeças), Santa Catarina (mais 2,7 milhões de cabeças) e Rio Grande do Sul (mais 1,4 milhões de cabeças). Em contrapartida, as quedas ocorreram em Mato Grosso (menos 11,1 milhões de cabeças) e Pará (menos 5,6 milhões de cabeças).

O Paraná continuou liderando amplamente o ranking das UFs no abate de frangos em 2020, com 33,4% de participação nacional, seguido por Santa Catarina (13,7%) e logo em seguida por Rio Grande do Sul (13,6%).

No 4º trimestre de 2020, foi abatido 1,6 bilhão de cabeças de frangos. Esse resultado significou aumentos de 5,6% em relação ao mesmo período de 2019 e de 2,6% frente ao 3° trimestre de 2020, e constitui um novo recorde para a série histórica iniciada em 1997. Como o desempenho das exportações de carne de frango não se destacou nesse trimestre, podemos considerar que boa parte desse aumento foi destinado ao consumo interno.

Aquisição de leite aumenta 2,1% e atinge maior número da série histórica

Em 2020, os laticínios que atuam sob algum tipo de serviço de inspeção sanitária captaram 25,5 bilhões de litros, aumento de 2,1% em comparação com 2019. O resultado deu continuidade à sequência de resultados positivos, observada desde 2017. Além disso, trata-se de um recorde para o acumulado anual, levando em consideração a série histórica, iniciada em 1997. Na comparação mensal, os únicos meses que apresentaram variações negativas em relação a 2019 foram junho (menos 34,9 milhões de litros) e maio (menos 25,9 milhões de litros). Por outro lado, a variação positiva mais significativa foi constatada em fevereiro (mais 129,9 milhões de litros). O ano de 2020 foi marcado por variações na demanda por produtos lácteos, influenciada pelas restrições impostas por conta do isolamento social e pela valorização do leite, acompanhada do aumento dos custos de produção do setor.

Houve aumento no volume captado em 14 das 26 Unidades da Federação participantes da Pesquisa Trimestral do Leite. As variações positivas absolutas mais consideráveis ocorreram em Minas Gerais (mais 224,3 milhões de litros), Paraná (mais 172,5 milhões de litros), Santa Catarina (mais 123,7 milhões de litros), Bahia (mais 103,0 milhões de litros) e Sergipe (mais 63,3 milhões de litros). Em contrapartida, ocorreram quedas em 12 estados, sendo a mais expressiva verificada em Goiás (menos 136,6 milhões de litros).

Minas Gerais manteve a liderança no ranking das UFs, com 25,5% de participação nacional, seguida pelo Paraná (13,6%) e Rio Grande do Sul (13,0%).

No que diz respeito ao 4º trimestre de 2020, a aquisição de leite cru foi de 6,8 bilhões de litros, equivalente a aumentos de 1,1% em relação ao 4° trimestre de 2019, e de 4,0% em comparação com o trimestre imediatamente anterior.

Apesar dos impactos econômicos causados pela pandemia, esse resultado foi recorde considerando todos os trimestres da série histórica da pesquisa, iniciada em 1997. O setor leiteiro é caracterizado por um comportamento cíclico, em que os 4º trimestres regularmente apresentam um pico de produção em relação aos trimestres anteriores, impulsionado pelo período de safra em algumas das principais bacias leiteiras do país. O mês de maior captação dentro do período foi dezembro, no qual foram contabilizados 2,3 bilhões de litros de leite.

Aquisição de couro tem queda de 7,4% em 2020

Em 2020, os curtumes investigados pela Pesquisa Trimestral do Couro – aqueles que curtem pelo menos 5 mil unidades inteiras de couro cru bovino por ano – declararam ter recebido 30,8 milhões de peças inteiras de couro cru bovino. Essa quantidade foi 7,4% menor que a registrada no ano anterior. Na comparação mensal em relação aos respectivos períodos de 2019, dezembro foi o único mês a apresentar variação positiva (mais 96,7 mil peças) enquanto em abril foi constatada a maior retração (menos 606,4 mil peças). A redução do abate bovino e a recessão econômica causada pela pandemia de COVID-19 influenciaram o arrefecimento da atividade ao longo do ano.

Houve retração do recebimento de peles bovinas em 15 das 19 Unidades da Federação que possuem pelo menos um curtume ativo enquadrado no universo da pesquisa. As variações negativas mais significativas ocorreram em São Paulo (menos 481,1 mil peças), Mato Grosso do Sul (menos 475,2 mil peças), Mato Grosso (menos 433,0 mil peças), Pará (menos 429,8 mil peças) e Rio Grande do Sul (menos 266,6 mil peças). Por outro lado, o aumento mais significativo ocorreu no Paraná (mais 219,4 mil peças).

No ranking das UFs, Mato Grosso continuou liderando em 2020, com 16,5% de participação nacional, seguido por Mato Grosso do Sul (13,4%) e São Paulo (11,2%).

No 4º trimestre de 2020, os curtumes declararam ter recebido 7,7 milhões de peças de couro, o que representa redução de 1,5% em relação ao adquirido no 4° trimestre de 2019 e queda de 6,5% frente ao 3° trimestre de 2020. A restrição de animais para o abate verificada no trimestre também afetou a atividade.

Produção de ovos cresce 3% e chega a 3,96 bilhões de dúzias, nível recorde

A produção de ovos de galinha foi de 3,96 bilhões de dúzias em 2020, apresentando um aumento de 3% em relação a 2019. Com exceção de novembro (menos 3,1 milhões de dúzias) e outubro (menos 766 mil dúzias), houve acréscimo em todos os demais períodos na comparação mensal entre 2020 e 2019, com destaque para fevereiro (mais 20,1 milhões de dúzias). O resultado foi influenciado pelo aumento do consumo do produto em meio à recessão instaurada por conta da pandemia, por se tratar de uma proteína de valor mais acessível em comparação às carnes. Por outro lado, houve incremento significativo nos custos de produção do setor.

Houve aumento de produção em 18 das 26 UFs com granjas enquadradas no universo da pesquisa. Os aumentos mais expressivos foram em São Paulo (mais 25,3 milhões de dúzias), Santa Catarina (mais 16,0 milhões de dúzias), Bahia (mais 13,8 milhões de dúzias), Mato Grosso (mais 12,5 milhões de dúzias), Mato Grosso do Sul (mais 11,8 milhões de dúzias) e Paraná (mais 11,5 milhões de dúzias). Entre as UFs com quedas na produção, se destacaram Goiás (menos 6,8 milhões de dúzias) e Minas Gerais (menos 6,7 milhões de dúzias).

São Paulo continua liderando, com 28,9% da produção nacional, seguido pelo Paraná (9,1%), que apresentou incremento na sua produção em relação a 2019, e ultrapassou o segundo e terceiro colocados, que tiveram quedas em 2020. A terceira maior produção do país foi do Espírito Santo (9,1%, muito próxima do segundo colocado) e em seguida de Minas Gerais (8,9%). A Região Sudeste continuou responsável por quase metade da produção de ovos do país: originou 47% do total produzido em 2020.

O cruzamento de informações cadastrais das granjas, com os dados apurados no ano de 2020, possibilitou contabilizar a quantidade de granjas e de ovos produzidos, segundo a finalidade da produção (consumo e incubação). Verificou-se que mais da metade das granjas (1.109 ou 55,2%) produziram ovos para o consumo, respondendo por 80,7% do total de ovos produzidos, enquanto 900 granjas (44,8%) produziram ovos para incubação, respondendo por 19,3% do total de ovos produzidos.

No 4º trimestre de 2020, a produção de ovos de galinha foi de 990,4 milhões de dúzias no 4º trimestre de 2020. Essa quantidade foi 0,1% inferior à apurada no trimestre equivalente de 2019 e 2,6% menor que a registrada no trimestre imediatamente anterior. O setor foi impactado pela elevação dos preços dos insumos e pelo excesso de oferta, que mitigou o repasse dos custos ao consumidor. Ainda assim, o 4º trimestre de 2020 apresentou a 3ª maior produção e o melhor mês de dezembro da série histórica iniciada em 1987.

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Lentidão, atraso na emissão e validação do cadastro ambiental tem impedido produtores rurais de obterem a Autorização Provisória de Funcionamento (APF) e financiamentos junto aos bancos.

JOELMA PONTES / Gabinete do deputado Silvio Fávero

O deputado estadual Silvio Fávero (PSL) realizará nessa quinta-feira (13), audiência pública para debater “O Sistema Mato-grossense de Cadastro Ambiental Rural (Simcar) como Ferramenta de Regularização Fundiária e Ambiental dos Imóveis Rurais no Estado de Mato Grosso”. O intuito, segundo o parlamentar, é de obter subsídios para sua avaliação e encontrar soluções para garantir a sua eficiência. A audiência será no dia 13 de junho, às 14 horas, no auditório Deputado Milton Figueiredo, na Assembleia Legislativa.

O cadastro ambiental é obrigatório e sem ele, proprietários de áreas rurais não conseguem a Autorização Provisória de Funcionamento (APF) e financiamentos junto às instituições de crédito. Fato que tem refletido diretamente na economia dos produtores rurais. Silvio Fávero alega, que mesmo que o registro seja eletrônico e autodeclaratório o processo é lento e o atraso na emissão e validação do cadastro ambiental da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), tem “engessado” a vida do trabalhador rural.

“Apesar de Mato Grosso ter sido o primeiro estado no Brasil a efetivamente lançar o sistema com a possibilidade de adesão ao Programa de Regularização Ambiental (PRA), atendendo os preceitos do novo Código Florestal para promover a conservação e a regularização ambiental, estamos vivendo uma situação de crise, uma vez que conta com mais de 51 mil castros de propriedades registrados no Sistema Nacional de Cadastro Rural, do Governo Federal, que necessitam ser corrigidos para atender à metodologia do CAR no SIMCAR”, salientou o parlamentar, requerente da Audiência Pública.

Com isso, produtores acabam recorrendo ao Poder Judiciário, na tentativa de garantir o cumprimento do que está previsto em Lei. A Sema conta atualmente com oito funcionários para o auxilio dos cadastros. Um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) foi assinado recentemente e deverão ser contratados mais 50 servidores, o que na opinião do deputado, ainda não resolverá o problema.

“Essa contratação diante da demanda elevada e das graves falhas no sistema não resolverá o problema. Mesmo que sejam contratados mil funcionários, as falhas no sistema não permitirão a imediata solução dos muitos problemas detectados. Essa comunicação entre os sistemas federal e estadual não é perfeita uma vez que temos dificuldades em sincroniza às informações, o que impede que o sistema nacional forneça o número do recibo, documento imprescindível para a contratação do crédito agrícola”, observou Fávero.

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Prêmios sobem mais de 100% no período; tabelamento dos fretes tira, porém, de R$ 4 a R$ 5 por saca

Nos últimos 20 dias - de 2 a 21 de maio - os preços da soja subiram de forma considerável no mercado brasileiro, com altas de até R$ 5,50 por saca. Em Cascavel, no Paraná, o valor no físico passou de R$ 64,00 para R$ 69,50 no período, uma alta de 8,59%. Ganhos semelhantes foram registrados nas principais regiões produtoras do país.

Em Não-Me-Toque, no Rio Grande do Sul, o valor de uma saca de soja, como referência passou de R$ 63,50 para R$ 68,50 - com alta de 7,09% - em Sorriso/MT, de R$ 60,00 para R$ 64,00 - subindo 6,67% - e em São Gabriel do Oeste/MS, a alta foi de 4,76%, com o indicativo passando de R$ 63,00 para R$ 66,00.

De acordo com informações do Imea (Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária), a média de seu indicador registrou uma valorização de 3,45% em relação à semana anterior.
Uma melhora dos preços no mercado brasileiro foi registrada em todo o país e refletiu, principalmente uma alta forte do dólar - que segue atuando na casa dos R$ 4,00 - e uma demanda bastante forte - e renovada pela soja brasileira.

Essa demanda melhor motivou uma importante retomada dos prêmios no Brasil, que no mesmo período subiram mais de 100% nas principais posições de entrega. O junho saltou de 32 para 95 cents de dólar, o julho de 45 cents para US$ 1,00 e o agosto de 48 para US$ 1,00.

Toda essa movimentação, apesar de uma baixa em Chicago no mesmo período - com as cotações cedendo pouco mais de 2% - movimentou um pouco mais a comercialização no Brasil, depois de meses de um mercado completamente inerte.

"Isso faz com que o produtor mexa mais com a comercialização, mas precisamos separar muito bem as duas safras. A que passou e a que ainda será plantada. E eu acredito que a que passou foi a mais favorecida", explica Daniel Latorraca, superintendente do Imea.

Ainda segundo ele, o produtor aproveitou os bons momentos trazidos pelo mercado e fechou parte do volume que ainda tem a vender. No entanto, a comercialização da safra nova é a que preocupa mais neste momento, já que a compra de insumos está atrasada neste momento e precisaremos acompanhar como serão os próximas semanas.

"A expectativa com a melhora do preço em real no mercado interno era de que voltassem os negócios, principalmente na área de fertilizantes. Porque com o preço que observamos na semana passada, a troca começou a ficar um pouco mais viável para o produtor que faz o barter e isso pode ter estimulado alguns produtores a comercializarem a próxima safra, temos que acompanhar", diz Latorraca.

LIMITANTES
Se o ambiente comercial é mais favorável para o produtor brasileiro - com preços melhores e demanda forte pela soja nacional - o mercado ainda enfrenta obstáculos que limitam esse avanço dos negócios. O principal deles continua sendo o tabelamento dos fretes.

Como explicou o presidente da Aprosoja Brasil, Bartolomeu Braz Pereira, "os preços poderiam estar de R$ 4,00 a R$ 5,00 por saca mais altos não fosse este tabelamento. Então, as vendas avançaram, mais estão muito tímidas".

Pereira explica que as agroindústrias e tradingd ainda têm colocado nos preços a tabela cheia, o que compromete boa parte da renda dos produtores. E que a expectativa agora é de que os valores mudem com a nova metodologia de cálculo dos fretes apresentada pela Esalq a pedido da ANTT (Agência Nacional de Transporte Terrestre).

"Os cálculos da Esalq mostraram valores bem mais baixos do que os atuais e agora estão sendo feitas as audiências públicas para que se defina o que será feito. Mas essa mudança nos valores de referência traria uma importante melhora, e um avanço nos negócios tanto no mercado físico, quanto no futuro", explica o presidente da Aprosoja BR.

Dessa forma, ainda segundo Pereira, o importante é que o produtor continue analisando em detalhes seus custos de produção para que possa definir estratégias eficientes para desenvolver a comercialização das duas temporadas.

Ainda assim, alerta para muitas incertezas que são esperadas pela frente. E Daniel Latorraca compartilha do alerta.

"O fato é que há muitas incertezas para a próxima safra. Nas relações China x EUA está claro que não haverá um acordo até lá, isso no curto/curtíssimo prazo é bom para nós, mas no médio e longo prazo não é bom, mantém uma tensão innternacional desnecessária para gente. E eu acho que a notícia que precisamos esclarecer melhor é ainda a questão do consumo de soja e farelo na China por conta da questão da Peste Suína Africana lá", diz.

POTENCIAL
A forte e aquecida demanda pela soja do Brasil é, sem dúvida, o mais importante fator de ganho para o produtor brasileiro. De acordo com números da Secex (Secretaria de Comércio Exterior), os embarques brasileiros de soja, no acumulado do ano, passam de 33 milhões de toneladas e já registram um recorde histórico para o período. Somente nos primeiros 12 dias úteis de maio, o país embarcou mais de 6,1 milhões de toneladas.

"E (o Brasil) mostra fôlego para passar fácil das 10 milhões de toneladas e espaço para superar as 11 milhões de toneladas do grão, 1,5 milhão de farelo e outras 150 mil de óleo", diz o consultor de mercado Vlamir Brandalizze, da Brandalizze Consulting. "No complexo soja, o acumulado do ano está com 40 milhões de toneladas", completa.

E é justamente esse fôlego esperado que tem feito com que o produtor, neste momento, siga retendo suas vendas e esperando momentos ainda melhores. Nos principais momentos do dia de ontem, os portos chegaram a registra indicativos de mais de R$ 82,00 por saca para a safra 2018/19 e até R$ 84,00 quando se trata da safra nova.

E são estes preços, bem melhores do que os de algumas semanas, que indicam a manutenção dessa demanda intensa pela soja brasileira, principalmente por parte da China, que ainda está em guerra comercial com os EUA.

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